Antecedentes
Entre 1948 e 1974 foi levada a cabo uma intensa actividade de pesquisa de hidrocarbonetos na parte onshore e offshore da bacia de Moçambique, por diversas empresas internacionais e/ ou consórcios. Até 1971, estas empresas já haviam efectuado 54 furos, dos quais 12 offshore.
Cronólogia do Desenvolvimento da Actividade de Pesquisa de Hidrocarbonetos em Moçambique (1948 – 1971)
| 1948 | Assinatura de contrato de pesquisa com a Mozambique Gulf Oil/Pan America |
| 1952 | Golf Oil inicia sondagens onshore |
| 1961 | Golf Oil efectua descoberta do Campo de Pande (declarado sub-comercial) |
| 1967 | Golf Oil efectua descoberta do Campo de Temane (declarado sub-comercial) |
| 1967 | Assinatura do contrato de pesquisa com a Sunray Mozambique Oil Co./Clark Mozambique Co./Mozambique Oil Co. |
| 1967 | Assinatura do contrato de pesquisa com a Aquitaine/ Erap/Angloamerican Corp/Gelsenberg |
| 1968 | Assinatura do contrato de pesquisa com a Hunt International Petroleum Co. |
| 1969 | Golf Oil realiza primeiro furo offshore |
| 1970 | Sunray, Aquitaine e a Hunt, iniciam campanhas de pesquisa |
A partir de 1972, dadas as condições sócio-políticas que se vivia no país (decorria a Guerra de Libertação Nacional), a actividade de pesquisa de hidrocarbonetos foi interrompida e só posteriormente retomada em 1980, no Moçambique Pós-Independente, com a criação da Secretaria de Estado do Carvão e Hidrocarbotenos (SECH), cujo objectivo era o de definir estratégias e re-implementar as actividades de pesquisa no país.
Um ano mais tarde (1981), foi aprovada a primeira Lei de Petróleo e criada a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), E.E, convista o desenvolvimento do sector. Desde então, foram adquiridos instrumentos e elaborados estudos para determinação do potencial de hidrocarbonetos das Bacias de Moçambique e Rovuma.
Como resultado destes desenvolvimentos, as pesquisas são retomadas e em 1998, a SASOL adquire 100% do interesse participativo da ARCO, no campo de Temane e da Enron, no Campo de Pande e em parceria com a ENH, formam um consórcio para a exploração do gás natural de Pande e Temane (Sasol - 70% e ENH - 30%).
