6.Porque é que todo o gás natural é todo exportado para África do Sul e depois Moçambique importa gás?
Existem duas justificações complementares para responder a esta questão:
A primeira é que para se tornar viável o Projecto de Gás Natural de Pande e Temane, foi necessário encontrar logo desde o início, um interessado que tivesse capacidade para comprar a quantidade de gás produzido, que garantísse essa viabilidade.
Em Moçambique não existia nenhum projecto que garantísse esse consumo, nem tão pouco perspectivas de mercado que permitisse idealizar outra utilização do gás. Assim sendo, os parceiros no PGN concordaram em efectuar as vendas à petróquimica da Sasol, em Secunda (África do Sul) e para o efeito, incluiram a construção do gasoduto no projecto. No âmbito da expansão do projecto estão alocados 27 milhões de Gigajules por ano, para o mercado moçambicano.
A segunda justificação reforça a primeira e explica a necessidade de importação de gás: Moçambique importa gás propano, mais vulgarmente conhecido como LPG (gás liquifeito) ou simplesmente gás doméstico. O gás produzido em Pande e Temane é um gás de utilização industrial, que para poder ter utilização doméstica necessita passar por um processo de refinação. Em Moçambique, não existe actualmente, infraestrutura capaz de proceder a essa transformação. Todavia, no âmbito da expansão do projecto de gás natural, serão feitas as adaptações necessárias à Central de Processamento, em Temane, de modo a poder ser produzido gás LPG. Actualmente, estão sendo realizados os estudos prévios, para determinar a viabilidade do projecto que se espera que esteja finalizado em 2012, para início de produção deste gás que é actualmente importado.
